Confissão
Que alívio! Matei o meu amor e nem doeu.
Ré confessa, encarei seu cadáver ainda belo com desdém. Era um morto indecente, pois seu olhar inerte ainda pedia milagre. Ao que parece, considerava-se agonizante, mas estava irremediavelmente falecido.
Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim o grande amor
Mentira
Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador
Passava um verão
A água e pão
Dava o meu quinhão pro grande amor
Mentira
Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração de fiador
Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira (...)
P.S1: Sê digno, fdp! Não tormentes tua Raskólnikova...

2 Comments:
hello, how are you? im from portugal... :)
Oi, sombra...
"I don't speak english, contudo Welcome!!"
é bom ter mais um lusitano aqui nesta terrinha...
Postar um comentário
<< Home