2/02/2006

Confissão

Que alívio! Matei o meu amor e nem doeu.
Ré confessa, encarei seu cadáver ainda belo com desdém. Era um morto indecente, pois seu olhar inerte ainda pedia milagre. Ao que parece, considerava-se agonizante, mas estava irremediavelmente falecido.
Samba do grande amor


Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim o grande amor
Mentira

Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador

Passava um verão
A água e pão
Dava o meu quinhão pro grande amor
Mentira

Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração de fiador

Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira (...)

P.S1: Sê digno, fdp! Não tormentes tua Raskólnikova...

2 Comments:

At 19:56, Blogger Sombra said...

hello, how are you? im from portugal... :)

 
At 13:25, Blogger Ana Regina Teixeira said...

Oi, sombra...
"I don't speak english, contudo Welcome!!"
é bom ter mais um lusitano aqui nesta terrinha...

 

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